A cirurgia bariátrica e metabólica, também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago, reúne técnicas com respaldo científico, destinadas ao tratamento da obesidade mórbida e ou obesidade grave e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.
 
TIPOS DE CIRURGIA BARIÁTRICA
 
As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia. 
 
Restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar.
 
Disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do intestino.
 
Técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino, com discreta má absorção de alimentos. 
 
TÉCNICAS CIRÚRGICAS
 
• BYPASS GÁSTRICO (GASTROPLASTIA COM DESVIO INTESTINAL EM Y DE ROUX): Técnica mais realizada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas. Nesse procedimento é feito grampeamento de uma parte do estômago (restritiva) e desvio intestinal (disabsortiva). Isso promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuição de fome. Além do emagrecimento, controla doenças como diabetes e hipertensão arterial.
• BANDA GÁSTRICA AJUSTÁVEL: Representa 5% dos procedimentos realizados no País. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso. É inserido um anel de silicone inflável e ajustável ao redor do estômago, que aperta o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.
• GASTRECTOMIA VERTICAL: Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 ml. Essa intervenção provoca boa perda de peso.  Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e dislipidemias.
DUODENAL SWITCH: Corresponde a 5% dos procedimentos realizados. É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago é retirado, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento.
 
QUEM PODE FAZER A CIRURGIA?
 
• IMC acima de 40 kg/m² , independentemente da presença de comorbidades.
• IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
• IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença.
• Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados por 2 cirurgiões bariátricos titulares da SBCBM e pela equipe multidisciplinar. A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.
•  Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
• Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.
• Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.
•  Apresentar IMC estável há pelo menos 2 anos e comorbidades em faixa de risco além de ter realizado tratamentos convencionais prévios. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente.
 
SE ENGORDAR APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA, PODE FAZER NOVAMENTE?
 
Estudos revelaram que alguns pacientes que fazem a cirurgia bariátrica podem recuperar algum peso caso não sigam as recomendações médicas.
 
Dentre os fatores que ocasionam esse reganho de peso podemos citar:
 
Compulsão alimentar ligada à ansiedade que causa a dilatação do estômago já operado. Uma observação importante é que o ganho de até 10% do peso perdido após dois anos de cirurgia é considerado normal.
 
Sedentarismo, ingestão de alimentos calóricos como doces- que não saciam a fome, ‘beliscar’ e ingerir bebidas alcoólicas, são fatores que só favorecem o ganho de peso.
 
Quando ocorre o regando de peso uma alternativa é a aplicação de Plasma de Argônio, uma espécie de raio laser. O objetivo desse procedimento é diminuir a anastomose, região onde o alimento passa, que sai do estômago para o intestino, reduzindo assim a fome do paciente, que fica saciado por mais tempo.
 
São realizadas no mínimo, três sessões, com intervalos de seis a oito semanas entre cada uma delas. É um procedimento ambulatorial, o paciente não precisa ficar internado no hospital, recebe alta logo que acorda da anestesia. A vantagem dessa alternativa é a não necessidade de uma nova cirurgia, mas não se deve esquecer que ter o acompanhamento da equipe multidisciplinar é essencial.
 
Outra alternativa é realizar um procedimento chamado Stomaphyx, procedimento que só pode ser feito para pacientes que já foram operados através do procedimento Bypass gástrico em Y de Roux ou Fobi-Capella. É uma técnica feita por meio da endoscopia. É menos dolorosa, tem cicatrização mais rápida, baixa taxa de complicação, sem incisões e cicatrizes. Mesmo sendo via endoscópica, o paciente precisa ser internado, pois a anestesia é geral.
 
Como o procedimento é realizado: um endoscópio flexível é introduzido pela boca até o estômago. Nele é transportado uma câmera de fibra ótica e uma ferramenta tubular cirúrgica. O tecido do estômago é puxado por sucção pelo aparelho, e em torno de 35 prendedores em formato de “H”, são colocados estrategicamente da parede do estômago para criar pregas nos tecidos e reduzir o tamanho do órgão.
 
Após a cirurgia bariátrica, independente do tipo, a suplementação com vitaminas e minerais é imprescindível. Por isso, não deixe de conhecer a linha de produtos para bariátricos da Belt Nutrition Suplementos.