Sintomas de diabetes: sinais de alerta em adultos e crianças

Sintomas de diabetes: sinais de alerta em adultos e crianças

No Dia Mundial do Diabetes, a Belt Nutrition se une às campanhas de conscientização com o objetivo de levar informação de qualidade sobre os sintomas de diabetes e destacar a importância do diagnóstico precoce.

O diabetes é uma doença metabólica grave, silenciosa e reconhecer os sinais ajuda a agir rápido. Reunimos dados de referências reconhecidas para explicar quais os sintomas da diabetes e por que pais, mães e cuidadores devem ficar atentos.

O que é diabetes mellitus?

Diabetes mellitus é uma condição em que o corpo tem dificuldade para usar o açúcar (glicose) como fonte de energia. Em situação normal, o pâncreas produz insulina, o hormônio que “abre a porta” das células para a glicose sair do sangue e entrar nos tecidos.

Quando o organismo produz pouca insulina ou não consegue usá-la direito, esse açúcar se acumula na corrente sanguínea, causando aumento da glicose no sangue (hiperglicemia).

Quando a glicose fica muito alta, a partir de cerca de 160 a 180 mg/dL, os rins começam a eliminar esse excesso pela urina. A pessoa passa a urinar muitas vezes ao dia e em grande volume e sente muita sede, porque o corpo tenta repor a água perdida.

Como parte dessas calorias é desperdiçada na urina, é comum surgir fome aumentada e emagrecimento sem explicação, mesmo mantendo a alimentação habitual.

Sintomas de diabetes: atenção aos sinais

Embora existam diferenças importantes entre os tipos de diabetes, todos têm algo em comum: a glicose alta no sangue (hiperglicemia). É essa alteração que gera a maioria dos sintomas.

No diabetes tipo 1, os sinais costumam surgir rapidamente, em dias ou semanas, e são mais intensos.

Já no diabetes tipo 2, eles podem ser discretos, se confundir com o cansaço do dia a dia ou nem aparecer por muito tempo, o que atrasa o diagnóstico.

Quadro comparativo dos principais sintomas de diabetes

Sintoma / sinal

DM tipo 1

DM tipo 2

O que observar

Vontade de urinar diversas vezes ao dia

Sim, muito frequente

Pode acontecer

Criança ou adulto que passa a ir ao banheiro o tempo todo, inclusive à noite.

Sede constante e excessiva

Muito frequente

Frequente

Pedir água o tempo todo, acordar à noite com sede, carregar garrafa e nunca se saciar.

Fome frequente / aumentada

Frequente

Pode ocorrer

Fome “sem fim”, mesmo logo após as refeições.

Perda de peso sem explicação

Muito comum

Menos comum

Roupa larga, queda rápida de peso sem mudança de dieta ou atividade física.

Fraqueza e fadiga

Frequente

Frequente

Cansaço persistente, indisposição para atividades habituais e brincadeiras.

Mudanças de humor / nervosismo

Pode acontecer

Pode acontecer

Irritabilidade, choro fácil, impaciência sem causa clara.

Náusea e vômito

Podem aparecer, especialmente em quadros graves

Podem ocorrer

Enjoo e vômitos associados a outros sinais de descompensação da glicose.

Visão embaçada / turva

Pode acontecer

Muito comum

Dificuldade para enxergar de perto ou longe, visão “borrada” que vai e volta.

Formigamento em mãos e pés

Raro

Comum em fases mais avançadas

Sensação de agulhadas, ardência ou dormência nos pés e mãos.

Feridas que demoram a cicatrizar

Menos comum

Bastante comum

Pequenos machucados, especialmente nos pés, que persistem ou inflamam com facilidade.

Infecções frequentes (pele, rins, bexiga, etc.)

Menos comum

Comum

Candidíase recorrente, infecção urinária repetida, furúnculos e infecções de pele.

Sonolência, cansaço ao esforço, baixa resistência

Podem ocorrer

Podem ocorrer

Ficar muito sonolento, “sem gás” para atividades que antes eram bem toleradas.

 

Os sintomas nem sempre são evidentes, principalmente no diabetes tipo 2. Muitas pessoas podem permanecer anos ou até décadas sem sinais claros, mesmo com a glicose alta. Ainda assim, a hiperglicemia persistente vai causando danos silenciosos a órgãos como olhos, rins, coração e nervos, além de aumentar o risco de infecções. Por isso, além de ficar atento aos sinais do corpo e das crianças, exames de rotina e acompanhamento médico são fundamentais para diagnóstico precoce e prevenção de complicações.

 

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Sintomas de diabetes em crianças: alerta para pais e cuidadores

Em crianças, especialmente com diabetes tipo 1, os sintomas se desenvolvem rapidamente e podem ser confundidos com comportamentos normais. É fundamental reconhecer sinais como:

  • Sede excessiva e vontade de urinar – crianças podem usar mais fraldas ou urinar na cama, porque níveis elevados de glicose fazem os rins produzirem mais urina. A perda de líquidos aumenta a sede, levando a consumo exagerado de água.

  • Perda de peso e atraso no crescimento – crianças com diabetes tipo 1 podem perder peso e ter crescimento comprometido, mesmo comendo normalmente ou sentindo mais fome.

  • Cansaço fora do normal – desidratação e hiperglicemia causam fraqueza e fadiga; a pulsação pode ficar acelerada.

  • Náuseas, vômitos e visão turva – a presença de cetonas no sangue pode provocar sintomas digestivos e visão embaçada.

  • Mudanças de humor ou irritabilidade – nervosismo e mudanças de humor como sintomas importantes.

Para os pais, o desafio está em diferenciar comportamentos infantis de sinais de alerta. Uma criança que sempre pede água ou se queixa de cansaço pode simplesmente estar brincando muito, mas se a sede vem acompanhada de perda de peso, aumento da micção e irritabilidade, é prudente procurar um serviço de saúde.

Caso os sintomas não sejam reconhecidos e tratados, a criança pode desenvolver cetoacidose diabética, quadro potencialmente fatal caracterizado por hálito com cheiro de acetona, respiração profunda e rápida, dor abdominal e confusão.

Diabetes pré‑gestacional: riscos na gravidez

A gestação torna o controle glicêmico mais difícil, e a falta de controle durante as primeiras semanas aumenta o risco de malformações congênitas e aborto espontâneo. Mais tarde, o controle deficiente eleva a probabilidade de crescimento excessivo do bebê, pré‑eclâmpsia e cesariana.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam que mulheres com diabetes planejem a gravidez, mantenham níveis de glicose próximos do normal e sejam acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. O controle rigoroso antes e durante a gestação minimiza complicações maternas e fetais.

Alimentação e prevenção: o que a família pode fazer no dia a dia

Uma boa base é organizar a rotina alimentar da família com:

  • Mais alimentos in natura ou minimamente processados: frutas, legumes, verduras, grãos, feijão, arroz, raízes, ovos, carnes magras.

  • Menos produtos ultraprocessados: biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, embutidos, sobremesas industrializadas e alimentos “prontos para esquentar” tendem a ter excesso de açúcar, gordura e sódio.

  • Cuidado com açúcar e bebidas adoçadas: refrigerantes, sucos de caixinha, chás prontos, energéticos e até o “refri só de fim de semana” aumentam a carga de açúcar no sangue. Para crianças, o consumo frequente desses produtos merece atenção redobrada.

  • Água como bebida principal: manter boa hidratação com água ao longo do dia ajuda o organismo a funcionar melhor. Refrigerante, suco concentrado e néctar não substituem água.

  • Farinhas refinadas com moderação: pães e massas brancos, bolos e doces elevam a glicose com mais rapidez. Sempre que possível, vale priorizar versões integrais e incluir fibras (saladas, legumes, frutas com bagaço, aveia).

Prevenção também passa por movimento e acompanhamento médico

A alimentação é uma parte do cuidado. Para reduzir o risco de diabetes tipo 2 e complicações nos diferentes tipos de diabetes, a família pode:

  • incentivar atividade física regular para crianças, adolescentes e adultos (brincadeiras ativas, esportes, caminhadas, jogos ao ar livre);

  • buscar um profissional de saúde (médico, nutricionista) para avaliar história familiar, presença de sobrepeso, pressão alta e outros fatores de risco;

  • manter em dia os exames de rotina, principalmente em pessoas com maior risco de desenvolver diabetes (histórico familiar, obesidade, sedentarismo, síndrome dos ovários policísticos, entre outros).

No caso de gestantes, o cuidado precisa ser ampliado. A avaliação médica ajuda a diferenciar diabetes gestacional e diabetes pré-gestacional (tipo 1 ou tipo 2 já presentes antes da gestação) e a ajustar alimentação, atividade física e tratamento para proteger mãe e bebê.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Diagnósticos tardios precisam ser evitados. Quando o diabetes é detectado cedo, especialmente em crianças, há tempo para iniciar o tratamento, ajustar a alimentação e ensinar a família a lidar com a doença.

No pré-diabetes, há a chance de reverter a condição com exercícios e dieta. Para gestantes, o diagnóstico pré ou durante a gravidez previne complicações graves.

Portanto, caso você note aumento de sede, micção frequente, perda de peso sem motivo, cansaço fora do normal ou qualquer outro sintoma citado neste texto, procure um médico ou serviço de saúde. Somente profissionais habilitados podem diagnosticar doenças e indicar tratamentos. 

Belt Nutrition: compromisso com a saúde

O diabetes mellitus, apesar de ser uma doença crônica e complexa, pode ser gerenciado com sucesso quando é detectado cedo e tratado adequadamente. A Belt Nutrition reforça seu compromisso com a divulgação de informação baseada em evidências. Compartilhe este conteúdo com sua família e amigos e ajude a construir uma sociedade mais consciente sobre o diabetes.

Referências

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Biblioteca Virtual em Saúde MS. Diabetes. Ministério da Saúde (BR) [Internet]. [cited 2025 Nov 14]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/

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LIDIA – Liga de Diabetes da UFRGS. Diferenças entre o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2. Universidade Federal do Rio Grande do Sul [Internet]. 2020 Aug 3 [cited 2025 Nov 14]. Available from: https://www.ufrgs.br/lidia-diabetes/2020/08/03/diferencas-entre-o-diabetes-tipo-1-e-o-diabetes-tipo-2/

Galicia-Garcia U, Benito-Vicente A, Jebari S, Larrea-Sebal A, Siddiqi H, Uribe KB, Ostolaza H, Martín C. Pathophysiology of Type 2 Diabetes Mellitus. Int J Mol Sci. 2020 Aug 30;21(17):6275. doi: 10.3390/ijms21176275. PMID: 32872570; PMCID: PMC7503727. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7503727/

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