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Os avanços no tratamento da obesidade vêm transformando a forma como médicos e pacientes lidam com o emagrecimento. A Belt Nutrition acompanha de perto cada uma dessas evoluções, com o compromisso de oferecer suporte nutricional para quem passa por grandes mudanças metabólicas, incluindo aquelas provocadas pelas novas terapias com agonistas hormonais, conhecidas como “canetas emagrecedoras”.
Entre as inovações que mais chamam atenção da comunidade científica e do público geral está a retatrutida, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly. Ainda em fase de estudo clínico, essa molécula representa um novo patamar de tratamento por combinar a ação em três receptores hormonais: GLP-1, GIP e glucagon.
A retatrutida é uma molécula sintética que age como agonista triplo dos receptores GIP, GLP‑1 e glucagon. Esses hormônios atuam de forma integrada para regular o apetite, o gasto energético e a secreção de insulina. Ao estimular os três receptores, a expectativa é ampliar o efeito redutor de peso observado com agonistas isolados.
De acordo com o racional publicado no desenho do programa TRIUMPH, o objetivo dos estudos de fase 3 é avaliar se a retatrutida pode reduzir o peso e melhorar complicações como apneia do sono e dor por artrose de joelho.
Antes de avançar para a fase 3, ensaios de fase 2 mostraram que doses de 12mg poderiam levar a reduções médias de até 24% do peso corporal em 48 semanas, com perfil de segurança considerado favorável.
Por atuar em três receptores, a retatrutida representa um salto em comparação às chamadas “canetas emagrecedoras” atuais, que usam agonistas de um ou dois receptores.
A medicação é administrada por injeção semanal, assim como os demais análogos de incretina, mas requer escalonamento de dose para reduzir efeitos gastrointestinais e está sendo testada em diferentes doses (9mg e 12mg) no estudo TRIUMPH‑4.
Apesar do entusiasmo gerado pelos resultados preliminares, a retatrutida não está aprovada para uso comercial.
Até o momento (dezembro de 2025), a retatrutida continua no processo de desenvolvimento e só pode ser administrada em ensaios clínicos; não existe dose aprovada ou produto disponível em farmácias.
A Eli Lilly também informou que sete outros ensaios de fase 3 estão em andamento, com resultados esperados para 2026.
Além de não ter registro, a retatrutida não pode ser manipulada. O FDA (órgão regulador dos EUA que decide se um medicamento pode ser vendido) destacou que versões não aprovadas de agonistas incretínicos, incluindo retatrutida, não passam por avaliação de segurança e qualidade, podendo expor pacientes a riscos; o órgão recomenda que medicamentos para perda de peso sejam obtidos com prescrição e em farmácias licenciadas.
Um alerta de outubro de 2025 reforçou que qualquer forma comercializada de retatrutida fora de estudos oficiais é ilegal e que as empresas advertidas estavam vendendo um medicamento experimental de forma inadequada. Por isso, desconfie de anúncios de “caneta com retatrutida”; eles não são autorizados.
O estudo TRIUMPH‑4 é o primeiro ensaio de fase 3 a divulgar dados de peso e dor em pessoas com obesidade e osteoartrite de joelho.
Segundo o comunicado da Eli Lilly de 11 de dezembro de 2025, participantes com obesidade e artrose tratados com retatrutida 12mg perderam, em média, 28,7% do peso corporal (32,3kg ou 71,2lb) após 68 semanas. A dose de 9 mg também mostrou redução expressiva de 26,4% (29,1kg ou 64,2lb).
O ensaio incluiu pessoas sem diabetes, com IMC médio de 40,4kg/m², e ambas as doses atingiram todos os desfechos primários e secundários: redução de peso, diminuição da dor (até 75,8% de redução no escore de dor WOMAC) e melhora da função física. Em comparação, o grupo placebo perdeu apenas 2,1% (2,1kg) do peso, evidenciando o tamanho do efeito.
Embora esses resultados sejam impressionantes, eles ainda se referem a um estudo controlado.
A aprovação regulatória depende de confirmar segurança e eficácia em diferentes populações (com e sem diabetes, com apneia do sono ou doença cardiovascular) e de monitorar eventos adversos em prazo mais longo.
Se os próximos ensaios confirmarem os resultados, a retatrutida poderá se tornar o primeiro triagonista do mercado para obesidade, mas até lá permanece investigacional.
Para entender a revolução proposta pela retatrutida, vale comparar seus mecanismos e resultados com as “canetas” já disponíveis.
O termo “caneta emagrecedora” é coloquial; o correto é falar em agonistas de receptores de incretina ou análogo de GLP‑1, que são fármacos injetáveis utilizados para tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para obesidade.
A seguir, apresentamos um quadro comparativo com os principais ativos e seus resultados em estudos clínicos.
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Medicamento (marca) |
Principais receptores / ativo |
Resultados de perda de peso (estudo clínico) |
Observações importantes |
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Retatrutida (investigacional) |
Agonista triplo de GIP, GLP‑1 e glucagon |
No estudo TRIUMPH‑4, 68 semanas: perda média de 28,7 % do peso (32,3 kg) com dose de 12 mg e 26,4 % com 9 mg. Ensaios de fase 2 mostraram redução de até 24 % em 48 semanas. |
Ainda em fase 3; não aprovado; melhora dor de artrose. |
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Tirzepatida (Mounjaro/Zepbound) |
Agonista duplo de GIP e GLP‑1 |
No estudo SURMOUNT‑3, após intervenção de 12 semanas e 72 semanas de tratamento, os participantes perderam 26,6 % do peso (29,2 kg) em 84 semanas. No SURMOUNT‑4, 88 semanas de tratamento mantiveram perda média de 26 %. |
Já aprovado para diabetes tipo 2 e, nos EUA, para obesidade com a marca Zepbound. |
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Semaglutida (Ozempic/Wegovy) |
Agonista de GLP‑1 |
Em um ensaio de 68 semanas combinando semaglutida 2,4 mg e orientação de estilo de vida, cerca de 50 % dos participantes perderam ≥15 % do peso e um terço perdeu ≥20 %. O efeito médio de perda de peso gira em torno de 14–15 %. |
Primeira caneta aprovada especificamente para obesidade (Wegovy); também usada no diabetes (Ozempic). |
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Liraglutida (Saxenda) |
Agonista de GLP‑1 |
No estudo principal de 56 semanas, 62 % dos participantes tratados com liraglutida 3 mg perderam ≥5% do peso; 34% perderam >10% e apenas 6% alcançaram perda de 20%. |
Injeção diária; aprovada para obesidade há mais tempo, mas com menor potência. |
A tabela evidencia a evolução dos agonistas de incretina:
Liraglutida, primeiro GLP‑1 aprovado para obesidade, oferece benefícios moderados e exige aplicação diária.
Semaglutida introduziu o regime semanal e aumentou a perda média para cerca de 15%, permitindo que uma parcela significativa de pacientes alcançasse reduções de 20%.
Tirzepatida, ao combinar GIP com GLP‑1, elevou a perda média para cerca de 26%, aproximando-se dos efeitos observados na cirurgia bariátrica.
A retatrutida, ao adicionar a ativação do receptor de glucagon, superou a marca de 28% em estudo de fase 3, tornando-se candidata a um novo patamar terapêutico. Porém, a segurança e a eficácia a longo prazo ainda precisam ser comprovadas antes da aprovação.
O tratamento da obesidade não se resume à injeção de um medicamento. Dieta equilibrada, atividade física regular (conforme indicada pela nova diretriz da OMS) e suplementação adequada são fundamentais.
Pensando nisso, a Belt Nutrition direciona a sua Linha Multi, uma série de suplementos formulados para acompanhar quem utiliza as “canetas emagrecedoras".
Entre os principais benefícios, estão:
Suplementação diária de vitaminas e minerais que ajudam a manter a imunidade em dia;
Combate a radicais livres, auxiliando a neutralizar o estresse oxidativo;
Melhoria de disposição, memória e concentração, atributos importantes durante processos de perda de peso;
Apoio intestinal, contribuindo para regularidade e conforto digestivo, o que pode ser relevante quando há redução de apetite e mudanças no padrão alimentar;
Suporte à manutenção de massa magra e função muscular, ajudando a sustentar força e recuperação durante o emagrecimento;
Atendimento das necessidades de micronutrientes em pessoas que estão em processo de emagrecimento associado às “canetas emagrecedoras”.
A Belt Nutrition acompanha de perto as inovações em terapias para obesidade e oferece produtos para quem busca suporte nutricional nessa jornada.
Embora suplementos não substituam o tratamento médico, eles podem complementar a rotina de quem usa canetas emagrecedoras, mantendo o equilíbrio de vitaminas e minerais e apoiando a saúde geral.
Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.
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A retatrutida é um avanço promissor no campo dos medicamentos para obesidade, pois combina pela primeira vez três vias hormonais para potencializar a perda de peso, mas o medicamento ainda está em fase de estudo e não pode ser adquirido em farmácias.
Enquanto aguardamos os resultados finais dos estudos e a eventual avaliação pelas agências reguladoras, é importante manter a expectativa realista e evitar o uso de produtos não autorizados.
O tratamento da obesidade envolve mudanças de hábitos e acompanhamento multidisciplinar. Combinar medicações aprovadas com uma alimentação equilibrada, atividade física e suporte nutricional adequado, como o oferecido pela Linha Multi da Belt Nutrition, pode aumentar a chance de sucesso.
Converse com seu médico para escolher a abordagem mais adequada.
Giblin K, Kaplan LM, Somers VK, Le Roux CW, Hunter DJ, Wu Q, Lalonde A, Ahmad N, Bethel MA. Retatrutide for the treatment of obesity, obstructive sleep apnea and knee osteoarthritis: Rationale and design of the TRIUMPH registrational clinical trials. Diabetes Obes Metab. 2026 Jan;28(1):83-93. doi: 10.1111/dom.70209. Epub 2025 Oct 15. PMID: 41090431; PMCID: PMC12673447.
Eli Lilly and Company. “Lilly's triple agonist, retatrutide, delivered weight loss of up to an average of 71.2 lbs along with substantial relief from osteoarthritis pain in first successful Phase 3 trial”. Comunicado de imprensa de 11 de dezembro de 2025, relatando que retatrutida 12 mg proporcionou perda média de 28,7 % do peso e redução de 75,8 % na dor WOMAC em 68 semanas. Disponível em: https://investor.lilly.com/news-releases/news-release-details/lillys-triple-agonist-retatrutide-delivered-weight-loss-average
FDA. “FDA’s Concerns with Unapproved GLP‑1 Drugs Used for Weight Loss”. O texto alerta que versões não aprovadas de agonistas como semaglutida, tirzepatida e retatrutida não são avaliadas quanto a segurança, eficácia e qualidade, devendo ser evitadas Disponível em: https://www.fda.gov/drugs/postmarket-drug-safety-information-patients-and-providers/fdas-concerns-unapproved-glp-1-drugs-used-weight-loss
SURMOUNT‑3/SURMOUNT‑4 Trial Results. Comunicados da Eli Lilly (27 de julho de 2023) relatam que tirzepatida, um agonista duplo GIP/GLP‑1, proporcionou perda média de 26,6 % do peso após 84 semanas. Disponível em: https://investor.lilly.com/news-releases/news-release-details/tirzepatide-demonstrated-significant-and-superior-weight-loss
UCLA Health (2023). Artigo explicando que, no estudo STEP‑1 de 68 semanas com semaglutida 2,4mg, metade dos participantes perdeu ≥15% do peso e um terço perdeu ≥20%. Disponível em: https://www.uclahealth.org/news/article/semaglutide-weight-loss-what-you-need-know
Saxenda (liraglutida). Informações de ensaio clínico indicam que, em 56 semanas, 62 % dos participantes perderam pelo menos 5% do peso, 34% perderam mais de 10% e 6% perderam 20%. Disponível em: https://www.saxenda.com/about-saxenda/how-it-works.html
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