A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cerca de 30 minutos de atividade física leve ou moderada, realizada cinco dias por semana ou mais. A prática é suficiente para tirar as pessoas do sedentarismo, e reduzir os riscos de diversas doenças crônicas, como a obesidade, o diabetes, o infarto do miocárdio ou o acidente vascular cerebral (AVC). Mas será que esta recomendação é suficiente para evitar a obesidade?

Diante desta questão, cientistas da University of Kentucky, nos Estados Unidos, convidaram homens e mulheres com excesso de peso e sedentários para um estudo. Foram realizadas medições de taxa metabólica de repouso e composição corporal. Os voluntários também contaram em detalhes o que haviam comido no dia anterior e concordaram em usar um sofisticado rastreador de atividade ao longo de uma semana.

O estudo Energy Compensation in Response to Aerobic Exercise Training in Overweight Adults, que foi publicado noAmerican Journal of Physiology, buscou determinar se o exercício, por si só, poderia ser responsável pela perda de peso. E em caso afirmativo, o que aconteceria se a quantidade de exercícios aumentasse. Ou, ao contrário, no caso de eventual resposta compensatória do organismo, todas as calorias seriam compensadas?

 

O estudo

Os cientistas então os dividiram aleatoriamente os participantes em grupos. O primeiro deles iniciou um programa de caminhada rápida ou outras modalidades de exercício, cinco vezes por semana, até a queima de 300 calorias, o que em geral teve a duração de cerca de 30 minutos. No período, portanto, esses voluntários queimaram 1.500 calorias extras com seu programa de exercícios.

No outro grupo, a proposta foi se exercitar pelo dobro do tempo, ou seja, queimando 600 calorias por dia, ou cerca de 3.000 calorias por semana. Todas as sessões de ambos os grupos foram individualizadas, realizadas em esteira ergométrica, elíptico ou bicicleta ergométrica.

Por meio de cálculos matemáticos, os pesquisadores tomaram como base a perda de gordura de cada indivíduo, quando houve a perda, para determinar se houve compensação pelo exercício e, neste caso, de quanto.

O programa de exercícios durou 12 semanas. Depois disso, todos retornaram ao laboratório e repetiram os testes originais. Os pesquisadores pediram aos voluntários que não mudassem suas dietas ou estilos de vida durante esse período e que usassem os monitores de atividade por alguns dias.

 

Resultados

Experimentos humanos semelhantes geralmente envolvem cerca de 30 minutos por dia de exercício moderado, que é o valor recomendado pelas diretrizes atuais para melhorar a saúde.

No entanto, trinta minutos de exercício não foram suficientes neste estudo para superar o impulso natural de substituir as calorias que queimamos durante um treino.

No grupo de homens e mulheres que queimaram cerca de 1.500 calorias por semana com exercícios, os testes mostraram a perda de pouca ou nenhuma gordura corporal. Alguns, inclusive, estavam mais pesados do que antes do estudo.

Já no outro grupo, a maioria daqueles que se exercitaram duas vezes mais estavam mais mais magros. Alguns participantes chegaram a perder 5% de sua gordura corporal ao longo do estudo.

 

Repercussão na balança

As taxas metabólicas de repouso não mudaram durante o estudo, independentemente do grupo em que estiveram. Os monitores de atividade também mostraram poucas diferenças na quantidade de movimentos durante o dia.

Assim, de acordo com os resultados na balança, os pesquisadores chegaram à conclusão que os homens e mulheres do grupo que gastou 1500 calorias por semana com exercício compensaram cerca de 950 dessas calorias.

Curiosamente, os participantes do outro grupo também compensaram algumas das calorias queimadas, em quase exatamente a mesma quantidade do primeiro grupo. Adicionaram, em média, cerca de mil calorias por semana.

Mas neste grupo, como o gasto foi de três mil calorias por semana, os integrantes chegaram ao final dos sete dias com um déficit semanal de cerca de duas mil calorias. Por isso a perda de peso mais significativa entre eles.

 

Conclusão dos pesquisadores

Para o Dr. Kyle Flack, professor assistente da Universidade de Kentucky, que liderou o estudo como parte de sua pesquisa de pós-graduação, a forma como os voluntários compensaram não foi absolutamente clara, mas parece ter sido proveniente de excessos na alimentação.

Segundo o pesquisador, provavelmente os participantes não percebiam que estavam comendo mais, pois nos questionários não relataram diferenças nas quantidades ingeridas antes e durante o estudo.

É possível, também, que haja alguma ligação entre o exercício, o apetite e as relações das pessoas com os alimentos, que não foram detectadas durante este estudo, mas que podem afetar a alimentação e o peso, diz ele.

De qualquer forma, os pesquisadores estão bastante satisfeitos com os resultados do experimento, que indica ser possível perder peso com o exercício. No entanto, o sucesso pode exigir mais força de vontade e esforço de nossos corpos do que poderiam esperar, afinal, foram necessários sessenta minutos de exercício para que fosse possível observar a redução de peso.

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Fonte: ABESO