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Popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, os análogos de GLP-1 e GIP são hormônios intestinais que geram saciedade e reduzem o apetite, estimulam a produção de insulina, melhoram o controle glicêmico e agem na célula de gordura melhorando seu esvaziamento, promovendo então uma melhor perda de peso. Entre os principais estão a liraglutida, semaglutida e tirzepatida.
A combinação de medicações e mudança no estilo de vida são padrão ouro para o tratamento da obesidade, podendo reduzir o peso corporal em média de 10 a 17% em 1 ano. No entanto, a ausência de acompanhamento nutricional limita os resultados que poderiam ser obtidos.
É fundamental garantir a ingestão diária adequada de nutrientes, tanto macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) quanto micronutrientes (vitaminas e minerais), para que todas as funções fisiológicas ocorram de forma adequada. Uso de canetas emagrecedoras exige atenção nutricional constante.
Com a diminuição da fome e maior sensação de saciedade, os pacientes consomem um menor volume de alimentos, que ocasiona em déficit de micronutrientes na dieta. Os principais nutrientes são: ferro, cálcio, magnésio, zinco, complexo B, vitamina C e lipossolúveis (A,D,E,K)
Com a falta de proteínas em quantidades adequadas na dieta, o paciente pode perder até 40% de massa muscular no tratamento com as canetas, contribuindo com risco de sarcopenia e diminuindo densidade óssea.
A baixa ingestão calórica, além de favorecer a perda de massa muscular, também compromete o metabolismo e a disposição do paciente, prejudicando o tratamento no desmame e na descontinuação do uso das canetas. E o acompanhamento correto é crucial para evitar reganho de peso após o uso da medicação.
É preciso se atentar também às alterações gastrointestinais que podem ocorrer devido a diminuição de motilidade, como constipação e gases, além de náuseas, vômitos e refluxo.
Por isso, para um tratamento eficaz e duradouro, aliados à alimentação saudável e prática de exercício físico, a suplementação auxilia na adesão e nos resultados positivos ao uso dos análogos.
Durante a redução ou suspensão da medicação, é onde começa o risco de reganho de peso e alteração na composição corporal se não houver acompanhamento nutricional.
É preciso aumentar gradualmente a ingestão calórica até chegar na necessidade adequada, com a quantidade de proteína correta com reeducação alimentar e terapias comportamentais, manter a suplementação por um período e continuar a prática de atividade física.
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