Segundo um estudo realizado por especialistas do Centro Médico da Universidade de Vrije, em Amsterdã, existem vínculos consideráveis entre obesidade e transtorno depressivo maior (TDM). O estudo concluiu que é crescente o número de pessoas com depressão que também apresentam problemas metabólicos, como diabetes tipo 2 ou excesso de peso, e vice-versa.

Diversos sintomas de TDM estão relacionados ao equilíbrio energético, incluindo distúrbios de peso, apetite e sono. Embora  fatores genéticos venham sendo sistematicamente demonstrados como influenciadores das diferenças individuais em TDM e índice de massa corporal (IMC), a quantidade de estudos sobre o tema é muito limitada.

O estudo

Este estudo foi realizado de 28/09/15 a 20/05/17, e reuniu 26.628 participantes do projeto de pesquisa Psychiatric GWAS Consortium, entre mulheres e homens (59,1% do sexo feminino e 40,9% do sexo masculino).
Utilizando uma combinação de técnicas genéticas moleculares, os pesquisadores identificaram as variantes genéticas comuns a todos os participantes do estudo. Os pacientes com diagnóstico de TDM foram divididos em subgrupos, de acordo com as alterações dos sintomas ao longo do período analisado.


Deste modo, os especialistas encontraram uma série de variantes associadas a maiores índices de massa corporal (IMC), níveis elevados do marcador de proteína C-reativa (PCR) e níveis anormais de leptina, um hormônio regulador do apetite e do metabolismo. Estatisticamente, 18% dos pacientes com TDM, que enfrentavam problemas de peso, eram geneticamente predispostos a ter um IMC elevado; 8% eram mais propensos a ter altos níveis de PCR; e 9% mais propensos a ter deficiência de leptina.

Os pesquisadores descobriram que distúrbios na sinalização de leptina influencia a regulação do humor.
Além disso, diversas doenças estão claramente associadas à depressão, inclusive as doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, renais, oncológicas e outras síndromes dolorosas crônicas.

Juventude

Ter depressão na adolescência é um fator de risco para ter excesso de peso na fase adulta, sendo o contrário também verdadeiro, ou seja, ter obesidade quando jovem aumenta o risco de ter depressão quando adulto. Esta relação se deve a vários fatores, desde a possível concomitância de fatores de risco em comum, como maus tratos na infância, aspectos genéticos, padrão similar de comportamento alimentar e atividade física, ou manutenção de estados de estresse crônico, representado por hipercortisolemia.
Um fato interessante é a relação do tratamento no impacto de cada um dos problemas, pois o tratamento da depressão pode aumentar o peso, enquanto que a diminuição do peso tende a melhorar o humor. Por isso é muito importante conversar com um médico sobre o tratamento correto para cada caso.

Dar atenção a essa relação é importante!

A relação entre obesidade e depressão existe e não pode ser descartada. O sobrepeso e a obesidade podem aumentar a probabilidade de depressão, assim como as pessoas com sobrepeso terão maior propensão à depressão. Porém, existem alternativas que podem ser seguidas e fazer pequenas mudanças de estilo de vida, como a prática de atividade física por ao menos uma hora por semana. Isso pode reduzir consideravelmente o risco de desenvolvimento da depressão.

Ao final do estudo, os autores sugerem que, à medida que a aumenta a relação de depressão vs. obesidade, é necessário  entender a conexão entre as duas e desenvolver terapias que as abordem simultaneamente é de extrema importância.

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Fonte: Abeso