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A cafeÃna está presente em muitos hábitos do nosso dia a dia, do café da manhã ao pré-treino, passando por chás, chimarrão, refrigerantes, energéticos e até suplementos para emagrecimento. Ela é estimulante, melhora o estado de alerta e pode até ajudar no desempenho fÃsico. Mas será que existe uma quantidade segura para consumir diariamente?
A resposta depende de vários fatores: peso corporal, idade, fase da vida, presença de doenças, uso de medicamentos ou suplementos, e até se a pessoa já passou por uma cirurgia bariátrica. Por isso, entender os limites recomendados de cafeÃna para cada perfil é essencial para fazer escolhas conscientes e evitar desconfortos, como insônia, taquicardia, ansiedade ou irritabilidade.
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Para a maioria dos adultos saudáveis, o consumo de até 400 mg de cafeÃna por dia costuma ser considerado seguro. Esse valor equivale, aproximadamente, a quatro xÃcaras de café coado.
Mas é importante lembrar: não é só o café que conta. Também entram na soma o chá preto, chá verde, chá mate, chimarrão, refrigerantes, bebidas energéticas, chocolates, pré-treinos, termogênicos e qualquer suplemento com cafeÃna na composição.
Diversas agências regulatórias internacionais, como a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar), a FDA (agência dos EUA) e a Anvisa, no Brasil (nova legislação publicada na RDC 243/2018), reconhecem esse limite de 400 mg como seguro para a população adulta em geral, quando não há contraindicações especÃficas. Órgãos como a Health Canada também seguem essa mesma recomendação.
Embora a Anvisa não estabeleça um limite especÃfico para o consumo de cafeÃna na gravidez, o órgão alerta que não há dados suficientes para garantir a segurança da substância em suplementos alimentares para gestantes. Já organizações internacionais e o Ministério da Saúde recomendam que o consumo diário não ultrapasse 200mg.
Ainda assim, estudos indicam que até mesmo doses mais baixas podem impactar negativamente o desenvolvimento fetal e a função placentária. Uma pesquisa publicada na revista JAMA Network Open (2022) mostrou que filhos de mulheres que consumiram pequenas quantidades de cafeÃna na gravidez apresentaram menor estatura até os 8 anos de idade, em comparação com filhos de mulheres que não consumiram cafeÃna.
Por isso, o ideal é manter a ingestão o mais reduzida possÃvel e se houver dúvidas sobre o consumo, conversar com o(a) obstetra ou nutricionista responsável pelo acompanhamento.
O consumo de cafeÃna na infância e adolescência merece atenção redobrada, pois não existe consenso ou uma recomendação mundial segura de consumo. Mesmo em pequenas doses, a substância pode impactar o desenvolvimento neurológico, emocional e cardiovascular de crianças e jovens. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças até 12 anos não consumam cafeÃna. Para adolescentes, o ideal é limitar severamente a ingestão, evitando o consumo regular.
Embora órgãos de saúde internacionais estabeleçam um teto de 2,5 a 3 mg de cafeÃna por quilo de peso corporal por dia, isso deve ser interpretado com cautela. Para um adolescente de 60 kg, esse valor representa cerca de 150–180 mg por dia, o equivalente a duas latas de refrigerante energético ou duas xÃcaras de café. No entanto, o impacto não depende apenas da dose, mas também da sensibilidade individual e da frequência de consumo.
Os efeitos adversos em crianças e adolescentes incluem:
Produtos como refrigerantes, energéticos, chocolate e suplementos estimulantes são as principais fontes de cafeÃna nessa faixa etária, muitas vezes consumidas sem a percepção dos riscos envolvidos.
O ideal, portanto, é que pais, responsáveis e profissionais da saúde avaliem com cautela qualquer exposição à cafeÃna em menores de 18 anos, priorizando sempre a educação nutricional e escolhas saudáveis desde cedo.
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Todas as fontes contam. Ao calcular sua ingestão de cafeÃna, não considere apenas o café. Veja alguns exemplos comuns:
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Produto ou suplemento |
CafeÃna aproximada (por porção) |
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Café expresso (1 xÃcara de 60 ml) |
~80 mg |
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Café coado (1 xÃcara de 200 ml) |
~90 mg |
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Chá preto (220 ml) |
~50 mg |
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Chimarrão (300 ml) |
~50–100 mg¹ |
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Refrigerante tipo cola (350 ml) |
~40 mg |
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Energético (lata de 250 ml) |
~80 mg |
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Chocolate amargo (50 g) |
10–25 mg |
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Pré-treino ou termogênico (1 dose) |
100–300 mg² |
¹ Ferver a erva-mate libera cafeÃna em quantidade semelhante ao café filtrado.
² Depende da fórmula: sempre leia o rótulo com atenção.
Passo 1: Leia o rótulo de tudo que consumiu no dia: energéticos, cápsulas, suplementos, chás industrializados etc. Veja quantos miligramas de cafeÃna há por porção.
Passo 2: Some as porções ingeridas. Por exemplo: se uma lata de energético tem 80 mg e você bebeu duas, são 160 mg só deste item.
Passo 3: Inclua também o que foi consumido em outras fontes: chá, refrigerante, chocolate, chimarrão/tereré, café e cápsulas estimulantes.
Passo 4: Compare o total diário com os limites recomendados:
Você consumiu:
Total diário: 90 + 70 + 80 + 200 = 440 mg
Esse valor ultrapassa o limite considerado seguro para adultos (400 mg). O ideal seria reduzir alguma dessas fontes ou reorganizar o consumo ao longo da semana para evitar sobrecarga.
Consumir muita cafeÃna pode causar efeitos indesejados. Atenha-se aos limites e fique de olho em sintomas como:
Se notar qualquer um desses sintomas, reduza o consumo imediatamente. A sensibilidade à cafeÃna varia de pessoa para pessoa, e alguns indivÃduos, como adolescentes, crianças, pessoas com arritmias ou que fazem uso de certos medicamentos, podem reagir com doses mais baixas do que o habitual.
Caso surjam sintomas mais intensos como tremores fortes, suor excessivo, palpitações persistentes ou sensação de desmaio, procure avaliação médica o quanto antes.
Quem passou por cirurgia bariátrica precisa ter atenção especial ao consumo de cafeÃna. Nos primeiros meses, o ideal é evitar completamente bebidas cafeinadas.Â
Nos 3 a 6 meses após a cirurgia, o sistema digestivo ainda está se adaptando, e a cafeÃna pode irritar a mucosa gástrica, causar desconforto, agravar sintomas como náuseas e aumentar o risco de desidratação.
Quando o profissional de saúde autorizar a reintrodução, a recomendação é começar com pequenas quantidades, observando sempre a tolerância. Priorize versões descafeinadas se possÃvel, e mantenha uma hidratação adequada com lÃquidos não cafeinados ao longo do dia.
Outro ponto importante: a cafeÃna pode interferir na absorção de ferro e de outros micronutrientes, ponto relevante após a cirurgia, quando a suplementação nutricional é contÃnua e indispensável. É essencial conversar com seu nutricionista para entender como (e quando) retomar o consumo de café e outras fontes de cafeÃna de forma segura.
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O mais importante é moderação e acompanhamento profissional. Use a informação acima para orientar seus hábitos diários: some a cafeÃna total, prefira alimentos naturais, leia sempre os rótulos de suplementos e bebidas, e ajuste sua ingestão conforme orientação de nutricionista ou médico. Lembre-se de que cada corpo reage de um jeito; se você está grávida, amamentando, adolescente ou recuperando-se de cirurgia, os limites são mais baixos. A prática segura é manter o consumo dentro dos limites recomendados e evitar abusos.
Em resumo, café e produtos cafeinados podem fazer parte da dieta, mas de forma consciente: conte quantos miligramas você ingere ao longo do dia e fique alerta a sinais do seu corpo. Dessa forma você aproveita os benefÃcios da cafeÃna (energia, foco, desempenho) sem riscos à saúde. Em caso de dúvidas ou necessidade de ajuste (ex.: pessoas com hipertensão, ansiedade ou condições clÃnicas especÃficas), converse com seu médico ou nutricionista para personalizar esse limite. Consumo equilibrado e seguro é sempre a melhor escolha!
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária Informações sobre o uso de cafeÃna em suplementos alimentares. DisponÃvel em: https://anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&link=S&tipo=INM&numeroAto=00000028&seqAto=000&valorAno=2018&orgao=DC/ANVISA/MS&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_modulo=310&cod_menu=9434
Gleason JL , Sundaram R , Mitro SD, et al. Associação do consumo materno de cafeÃna durante a gravidez com o crescimento infantil. JAMA Netw Open. 2022;5(10):e2239609. doi:10.1001/jamanetworkopen.2022.39609
EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies (NDA). Scientific Opinion on the safety of caffeine. EFSA Journal. 2015. DisponÃvel em: https://www.efsa.europa.eu/en/topics/topic/caffeine
Spilling the Beans: How Much Caffeine is Too Much? U.S. Food and Drug Administration. Atualizado em 29 dez. 2022. DisponÃvel em: https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/spilling-beans-how-much-caffeine-too-much
Caffeine in Food. Government of Canada. Atualizado em 2012. DisponÃvel em: https://www.canada.ca/en/health-canada/services/food-nutrition/food-safety/food-additives/caffeine-foods.html
Nota de Alerta: CafeÃna – cuidado com as crianças! Departamento CientÃfico de Nutrologia da SBP. Publicado em 2022. DisponÃvel em PDF: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23771c-NA_Cafeina_cuidado_com_as_Crc.pdf
UCSF Health – University of California San Francisco. Dietary Guidelines After Bariatric Surgery. DisponÃvel em: https://www.ucsfhealth.org/education/dietary-guidelines-after-bariatric-surgery
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