Ainda que o seu nome soe complicado, é provável que muitas mulheres já tenham vivido uma experiência com a anorgasmia — termo este, dado para a dificuldade de chegar ao orgasmo, sendo uma das disfunções sexuais mais comuns no público feminino. 

Embora bastante frequente, é por conta do tabu ao redor da situação que muitas pessoas não conseguem detectar o problema. Ou pior: sentem vergonha na hora de procurar um tratamento.  Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa levantada pela Prazerela, somente 36% das mulheres chegam ao clímax durante o sexo. E esse número pode ser ainda maior, uma vez que pouco falamos a respeito do assunto em nossa sociedade. Preocupante, né?

E caso você tenha se identificado com o cenário, nada de pânico! Queremos compartilhar em detalhes quais fatores podem desencadear tal complicação, além de algumas dicas para que seja possível combatê-la com tranquilidade. Acompanhe a leitura e saiba mais!

Você sabe o que é anorgasmia?

Antes de começar, é interessante conhecer a fundo o que é anorgasmia. Basicamente, podemos dizer que o termo médico é usado para as pessoas que têm dificuldade de atingir o orgasmo após ampla estimulação sexual.

Também conhecido como clímax, o orgasmo consiste na liberação de tensão física, juntamente com sentimentos de intenso prazer, que a maioria das pessoas experimenta durante o sexo

Tal resultado pode ser alcançado de diferentes maneiras entre as mulheres, especialmente, quando são estimuladas as suas zonas sensíveis, como a vagina ou o clitóris. Ou seja, é de extrema importância conhecer bem o seu próprio corpo para saber como esse processo tão especial funcional. 

Como se distingue a anorgasmia feminina?

O que poucos imaginam, é que a anorgasmia é desencadeada de acordo com as condições físicas, mentais, além da situação em que a pessoa se encontra. Veja abaixo quais são os três quadros mais comuns:

  • Anorgasmia primária refere-se a uma situação rara que inclui pessoas que nunca experimentaram um orgasmo.

  • Anorgasmia secundária é uma condição que inclui pessoas que costumavam experimentar orgasmo no passado, seja por masturbação ou relação sexual, porém, agora não conseguem atingir o clímax. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, seja por uma infecção vaginal, secura, inflamação, relações sexuais dolorosas ou experiência sexual desagradável.

  • Anorgasmia situacional ocorre quando a mulher atinge o orgasmo apenas em certas circunstâncias. Aqui, ainda podemos destacar as pessoas que passaram por uma cirurgia bariátrica e, a partir de toda essa mudança, acabam apresentando alterações hormonais que dificultam a chegada ao clímax. 

Quais são as causas da anorgasmia feminina?

A sexualidade feminina é um pouquinho mais complexa do que parece. Existem inúmeros fatores internos e externos capazes de influenciar em nossa experiência e, muitas vezes, também impedem que as mulheres consigam desfrutar do ato sexual de maneira plena e prazerosa. 

Ainda assim, um fato curioso é que a maioria dos casos de anorgasmia estão relacionados a problemas psicológicos e emocionais. Já uma parcela mínima dessas ocorrências podem corresponder a razões físicas. Em um panorama geral, as suas causas mais comuns estão diretamente ligadas aos seguintes quesitos:

  • trauma sexual;

  • estresse, preocupações ou sentimento de culpa;

  • desinteresse ou problemas no casal;

  • medo ou vergonha de fazer sexo;

  • consumo excessivo de medicamentos para hipertensão;

  • consumo de antidepressivos ou contraceptivos;

  • confusão de identidade sexual;

  • menopausa;

  • consumo de drogas.



Anorgasmia em bariátricos

Nos últimos anos, a cirurgia bariátrica vem sendo realizada por pessoas que desejam perder peso, ter mais qualidade de vida, mudar a aparência, entre demais questões. E após o procedimento, existem outras mudanças, pouco comentadas, e que podem afetar uma quantidade considerável dos indivíduos — a alteração da libido é uma delas.

Enquanto alguns pacientes apresentam um aumento dos hormônios responsáveis pelo apetite sexual, outros podem começar a mostrar sintomas de uma queda significativa. Nesse caso, a solução é procurar um endocrinologista para identificar as suas questões hormonais, uma vez que o organismo tende a sentir quando os hormônios estão desalinhados, afetando diretamente as suas experiências sexuais.

Fora isso, não devemos esquecer que, após a cirurgia, algumas mulheres podem se sentir inseguras com o novo corpo. Mas tudo isso é passageiro. Com o tempo e o acompanhamento adequado, será possível aproveitar os benefícios do procedimento, como um aumento da quantidade de testosterona, que é a responsável por promover uma melhora na libido.

O que pode ser feito para tratar a anorgasmia feminina?

Se, em algum período da vida, você viveu experiências de anorgasmia, a melhor saída é sempre procurar um especialista. Somente um médico capacitado no assunto conseguirá solucionar as suas dúvidas e, até mesmo, indicar os melhores tratamentos. 

Contudo, esse trabalho precisa ser realizado em conjunto — enquanto o profissional passa as recomendações, é essencial que a paciente invista em algumas práticas para conseguir superar o problema. Abaixo, contamos algumas delas!

Explore você mesma

O primeiro passo para saber o que te dá prazer, é investindo em momentos íntimos. Tal procedimento pode ser feito de forma simples: basta explorar o seu corpo e deixar o medo para trás. Reserve alguns minutinhos do dia para se olhar em frente ao espelho e se aceitar exatamente como é. 

Estimule as áreas que são capazes de lhe dar prazer. Em um primeiro momento, pode até parecer que esse hábito é superficial, mas acredite: com o tempo, será possível perceber que a sua autoestima melhorou e, inclusive, ficará mais fácil identificar os pontos que te excitam. Faça o teste!

Diga sim às preliminares

 

Se você tem um parceiro, vá em frente! Procure fugir do óbvio, pesquise novas experiências e encontre um tempo para desfrutar de carícias, jogos e outras preliminares próprias para aumentar a emoção.

Faça exercícios regularmente

Existem inúmeros exercícios para fortalecer a região pélvica e os órgãos sexuais. E a parte boa, é que eles também podem auxiliar em todo esse processo, fazendo com que você derrube as barreiras causadas pelas disfunções. 

Além de proporcionar melhora significativa no desempenho sexual, essas técnicas fazem com que as suas praticantes se sintam mais relaxadas ao longo da busca pelo orgasmo. 

E não acaba por aí! Elas também são ótimas para diminuir os índices de ansiedade e combater o estresse — fatores estes, que podem estar associados ao distúrbio. 

Evite pensamentos negativos

Abandonar a frustração quando as coisas não saem como o esperado é uma grande interferência para o fim da anorgasmia.

Inicialmente, deixar de lado a negatividade pode parecer uma missão quase que impossível. Porém, e com muita persistência, você conseguirá manter a mente mais tranquila e aberta para alcançar esse objetivo. 

Medo, vergonha, falsas crenças são fatores que devem ser abandonados nessa etapa. Caso esteja encontrando muita dificuldade, procure investir em músicas relaxantes, meditação e outros caminhos que consigam promover um verdadeiro detox mental. 

Outras opções naturais de tratamento

Temos uma boa notícia. Hoje, já é possível contar com produtos naturais incríveis para ajudar as mulheres que têm dificuldade em atingir o orgasmo.

Quais são eles? O estimulante sexual belt rainbow com maca peruana, os óleos de excitação do clitóris e os lubrificantes de aquecimento, que aumentam a sensibilidade e o fluxo sanguíneo no clitóris.

Antes de escolher o seu, porém, certifique de falar com um médico responsável. Durante a consulta, o especialista indicará quais os produtos ou medicamentos são mais indicados para a região genital. Esse cuidado é primordial para evitar reações alérgicas e não interferir em outras medicações que você esteja tomando. Fique de olho!

Dica extra

Como vimos, a incapacidade de atingir o orgasmo pode ser um tanto frustrante, especialmente, entre pessoas que vivem um relacionamento. No entanto, não faltam soluções para que você consiga alcançar o clímax e ter muito mais qualidade de vida daqui para frente.

Através de um acompanhamento psicológico, será possível ampliar o seu autoconhecimento, aprender sobre a elaboração dos sintomas, ter mais curiosidade sobre seu corpo e seu desejo, além de encontrar formas de melhorar a comunicação com o parceiro e por aí em diante.

Se necessário, não pense duas vezes e procure um apoio especializado. Abra o jogo sem medo com o seu parceiro e invista no diálogo para contornar a situação. É um cuidado que fará toda a diferença!

E então, gostou do post sobre anorgasmia? Acredita que essas dicas foram úteis para a sua vida? Agora que você já atualizada, aproveite para seguir a nossa página no Facebook e continuar acompanhando outros conteúdos como este!

"